Thursday, April 7, 2011

7 Abril 2011 - E Meu Marido Também

Gostei muito da cena quando abriram o voto para aldeia a fechar ou deixar aberto o website no filme português Dot.com. A parte mais engraçada foi a mulher que falou que ela e o marido estava para fechado. E depois, o homem que estava presidindo sobre a reunião falou, "Cada um, seu voto". A mulher fala "Meu voto, fechado....e o marido também". Outra vez, o homem recusa essa resposta e pergunta pra marido. Com hesitação, o marido vota ao contrário da mulher. Foi engraçado isso. Mas mais do que isso, foi uma coisa que realmente acontece. Em muitos relacionamentos, a mulher é que tem o poder. Ela, que faz as decisões. Ela, que tem controle do marido. Era interessante ver, que o homem ficou calado até que foi deixado falar. Ele tinha tanto medo, ou talvez submissão, da mulher dele. Com certeza, vou ficar mais conciente disso quando eu me casar. Como dizem, "Uma mulher feliz é uma vida feliz"

Thursday, March 31, 2011

31 Março 2011 - Os meus retratos

Essa citação vem do filme "Edifício Master". É quando Esther está contando sua história e respondeu a pergunta que o entrevistador fez sobre algo predileto do apartamento. Ela comenta que a coisa que mais gosta são os seus retratos. Interessante essa resposta para mim. Ela comenta que a razão para isso é que a gente tem que se amar. Temos que ter uma dignidade e auto-confiança para com nós mesmos. Depois na conversa, ela comenta que a solidão machuca muito. Eu acho que isso foi o tema mais marcante para mim nesse filme. Parece que cada um desses pessoas experiençavam uma certa forma de solidão. Alguns mais do que os outros, mas era fácil de reparar que muitos sentíam sós. A resposta do Esther, para mim, nos ensina uma lição muito importante. Não somos nada se não tivermos fé, respeito, dignidade, e confiança em nós mesmos. Vemos o oposto nisso ao ouvir a história de Daniella que tem o medo de situações sociais. Se não tivermos confiança em nós mesmos, vamos sentir sem dúvida aquele solidão que machuca tanto.

Sunday, March 20, 2011

Reação de Mutum e Sandra Kogut

Gostei bastante a oportunidade que tivemos de ouvir de Sandra Kogut mesmo depois de assistir seu filme "Mutum". Pude aprender um pouco mais sobre a história do filme e o "background". A intrevista com ela fez com que podíamos saber um pouco sobre porque ela fez o filme da maneira que ela fez. Primeiro, reparei que no filme, tinha muito silêncio. Tinha muitos tempos no filme que foram feitos para fazer com que a audiência entrasse um pouco mais na mente dos atores, como Tiago por exemplo. Ela respondeu essa pergunta, mais ou menos, quando ela tratou o assunto de música no filme. Ela decidiu não incluir música no filme para estabelecer aquele tom de reflexão. Deu para estabelecer mais autenticamente o contexto do filme e o desenvolvimento da história. Ajudou-nos a entender o Tiago, tanto seu personalidade quanto seus pensamentos. Foi uma história triste, mas ao mesmo tempo, muito ispiridora. Ao limitar o diálogo e ao não incluir música, o tom que cercava a família foi muito mais surreal. Isso fez com que a audiência participasse mais na história e desenvolvesse uma intimidade para com o protagonista, Tiago. Para mim, esse explicação de Sandra Kogut foi o que mais marcou a história para mim, e o que mais me ajudou fazer uma reflexão do filme.

Thursday, March 17, 2011

17 Março 2011 - Preciso Ir até o fim

Não....Mesmo que ela me abandone, eu preciso ir até o fim. Ainda que não seja por ela...que seja só ficar em paz consigo mesmo.

(Zé-do-Burro, Dias Gomes, Pagador de Promessas, 165).

Essa frase ficou comigo talvez mais do que qualquer outro frase da peça. Muitos vezes no ocorrimento da história vemos a determinação e a fidelidade do Zé aos seus princípios. Vemos a lealdade que tem para com o seu burro. Vemos a perserverança de seu caráter, mas isso talvez seja o amostra de comprometimento mais intenso para mim. A razão por isso talvez seja porque a fidelidade não é somente para com seu burro, mas é para si mesmo. Se a promessa para Santa Bárbara não era válida por qualquer razão, isso não iria impedir o Zé de cumprir aquilo que prometeu. Aqui é uma grande lição para cada um nós. Penso sobre o código de honra do BYU. Muitas vezes, ouvimos críticas dos padrões do BYU, se são bobas ou não - especialmente com a suspensão de Brandon Davies. Porém, o que é mais importante não é a regra em si, mas o fato de ser fiel a um compromisso que seja feita. Zé é uma pessoa como Karl Maeser. Ele não iria `forfeit´ seu integridade.

Wednesday, March 9, 2011

9 Março 2011 - É um burro com alma de gente

"Até me puseram um apelido por causa disso: Zé-do-Burro. Eu não me importo. Não acho que seja ofensa. Nicolau não é um burro como os outros. É um burro com alma de gente."
(Dias Gomes, Pagador de Promessas, 63).

Essa citação tem aluguns significados para mim. Primeiramente, essa citação mostra a inocência do Zé-do-Burro. Ele é uma pessoa simples e humilde. Ele tem intenções e desejos puros. Ele não está agindo com qualquer maldade ou mal-intenção. A nobreza de seu caráter se destaca aqui, por sua fidelidade em cumprir essa promessa. Compremetido é uma palavra que vem à mente para descrever o Zé. Me faz lembrar as pessoas mais humildes que eu conheci na missão. A vida é difícil, mas o maior parte deles são otimistas e fiéis a Deus. Assim é Zé. Ele amava tanto do seu burro que ele faria qualquer coisa para ele. Qualquer preço valia a pena. Não importava que ele vinha para um terreiro primeiro, assim como isso importava para o padre, porque a religiosidade do Zé era puro. O fé estava no coração dele.

Isso é um pouco diferente do padre. Para o padre, me parece que ele procurava denunciar Zé-do-Burro do qualquer jeito. Para o padre, não importava se o Zé fosse fiel à sua palavra, ele não ia aceitar a oferta do Zé. Não importava quanto o Zé tinha andado, nem quão sincero ele era no cumprimento de sua promessa. A religiosidade do padre estava no exterior e não no interior. Nesse sentido, ele me parecia como um fariséu. Ele não queria saber nada do coração do Zé nem reconhecia a fé dele. O padre interessava na lei religiosa externa.

A parte da citação que mais influenciou foi a expressão "É um burro com alma de gente". Se eu fosse na posição do padre eu iria me sentir sem coração com isso. Burro ou não, você tem que reconhecer as intenções boas do Zé e a fidelidade com que ele trouxe a cruz e cumpriu sua promessa.

Thursday, March 3, 2011

3 Março 2011 - A resposta certeira

De português...
a resposta certeira e lépida a dardejar nos lábios,
o prazer saberoso e enternecido da má-língua.

(Rui Knopfli, Auto-Retrato, penúltimo verso).

Nesse poema, poeta africano Rui Knopfli explica um pouco sobre o seu caráter e donde herdeu as características dele. Eu pude reparar algumas caractéristicas semelhantes aos dos brasileiros por ele ter sido um produto também do colonialismo português. A citação que mais ficou comigo nesse sentido foi "a resposta certeira e lépida". Essa frase, junto com o frase que segue, serve como uma crítica da administração portuguesa. Porém, eu entendi o seguinte com essa frase. Os brasileiros tem uma mania de pensar que sempre estão certos, ou que sempre sabem de tudo. Quando você for perguntar direções para chegar num lugar desejado, você tem que perguntar uns 7 pessoas. Cada um deles oferecem uma resposta difrente e todos vai chegar à conclusão que a maneira deles é a única certa. Quando você for gripado ou doente, cada pessoa tem um remédio ou erva diferente para usar. É a mesma coisa. É muito engraçado ver isso como um americano que sabe como dizer não quando não sabe de alguma coisa. Parece que essa mania de sempre ter uma resposta também se relaciona com a mania de não poder dizer não. Assim que entendi essa frase. Dos portugueses, os povos brasileiros e luso-africanos herderam essa mania de sempre ter a resposta certa.

Thursday, February 24, 2011

24 de Fevereiro 2011 - Erro do português

Que pena!
Fosse um manhã de sol
O indio tinha despido
O português

(Oswald de Andrade, Erro do português, versos 4-7)

Para falar a verdade, eu não consegui a escolher qual poema fazer essa semana. A decisão era entre esse poema e ^O Brasil^. Eu gostei bastante dos poemas de Oswald de Andrade porque além de ser original os poemas dele são engraçados. Nesse poema podemos ver o grande crítico que tem existido na américa latina desde os europeus chegaram. Brasil, assim como quase todos os países de américa latina, experienciou um grande dicotomia de dois mundos. Brasil tinha que achar uma identidade entre dois mundos distintos - o legado de Europa colonial e o majestade da cultura indígena. Os portugueses dominavam tudo a respeito da desenvolvimento do Brasil. Eles agiram de modo bem imperialista e assim degeneravm os índios por não ser civilizados. Basicamente, os índios não tinham uma escolha. Perderam a sua terra, uma grande parte da população, e muitos de seus costumes para os portugueses. A proatividade e a força violento dos costumes europeus fizeram com que os índios sofreram bastante. Por isso, achei tanto humor no poema. Oswald de Andrade age como tudo isso, a dominação dos portugueses, fosse tudo uma coincidência. Ele escreve de uma maneira que lemos que a inferioridade dos índios foi pûs sobre eles só por acaso. Sabemos que não foi assim. Oswald de Andrade faz o humor através da temperatura dizendo que os portugueses chegaram na chuva, então tinham que vestí-los - o vestimento dos índios simbolizando a dominação imperial. Se, por acaso, os portugueses tinham chegado num de sol (que nós sabemos é muito comum no Brasil), então o índio iria despir os portugueses. Gostei bastante o humor nisso.