Que pena!
Fosse um manhã de sol
O indio tinha despido
O português
(Oswald de Andrade, Erro do português, versos 4-7)
Para falar a verdade, eu não consegui a escolher qual poema fazer essa semana. A decisão era entre esse poema e ^O Brasil^. Eu gostei bastante dos poemas de Oswald de Andrade porque além de ser original os poemas dele são engraçados. Nesse poema podemos ver o grande crítico que tem existido na américa latina desde os europeus chegaram. Brasil, assim como quase todos os países de américa latina, experienciou um grande dicotomia de dois mundos. Brasil tinha que achar uma identidade entre dois mundos distintos - o legado de Europa colonial e o majestade da cultura indígena. Os portugueses dominavam tudo a respeito da desenvolvimento do Brasil. Eles agiram de modo bem imperialista e assim degeneravm os índios por não ser civilizados. Basicamente, os índios não tinham uma escolha. Perderam a sua terra, uma grande parte da população, e muitos de seus costumes para os portugueses. A proatividade e a força violento dos costumes europeus fizeram com que os índios sofreram bastante. Por isso, achei tanto humor no poema. Oswald de Andrade age como tudo isso, a dominação dos portugueses, fosse tudo uma coincidência. Ele escreve de uma maneira que lemos que a inferioridade dos índios foi pûs sobre eles só por acaso. Sabemos que não foi assim. Oswald de Andrade faz o humor através da temperatura dizendo que os portugueses chegaram na chuva, então tinham que vestí-los - o vestimento dos índios simbolizando a dominação imperial. Se, por acaso, os portugueses tinham chegado num de sol (que nós sabemos é muito comum no Brasil), então o índio iria despir os portugueses. Gostei bastante o humor nisso.
Thursday, February 24, 2011
Monday, February 21, 2011
Reação de Adriana Lisboa
É o seguinte. Gostei bastante da sessão com Adriana Lisboa. Eu somente pude assistir ao sessão sobre a tradução, mas fiquei impressionado de qualquer forma. O assunto foi bem mais interessante do que eu imaginei. Foi interessante aprender que ela começou através da música. Daí, ela deu algumas amostras de traduções próprias para editores e recebeu o chamado para traduzir sua primeira obra. Dos temas que mais gostei que ela tratou foi o assunto de tradução leal ao texto. Quando alguém traduze, ele tem que ser mais fiel quanto possível ao texto original. A tradução tem que parecer não como um tradução, mas tem que parecer um livro naquele língua mesmo. As vezes, ela explicou que não tem traduções exatas para metáforas ou expressões de uma língua. Nesse caso, o tradutor tem que fazer exeções ou sacrifícios mas a exeção tem que ser o mais exata quanto possível. Eu também não sabia sobre algumas dos dados de quanto porcentagem de livros são traduções no Brasil e quantos são nos Estados Unidos. Em resumo, a discussão foi bastante aproveitosa e edificante.
Thursday, February 17, 2011
17 Fevereiro 2011 Por que não nasci eu um simples vaga-lume?
"Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"
(Machado de Assis, Círculo vicioso, Último estrofe)
Adoro todos as obras de Machado de Assis e essa poema segue todas as normas de Machado no fato de que essa poema é uma crítica de uma característica humana. Nesse sentido, a característica que está sendo criticado é o de querer ser outra pessoa. Há um círculo vicioso de sempre ver as coisas dos outros e há uma grande tentação de não ser contente com as coisas que temos. A forma do poema até simboliza um círculo. Por exemplo, o vaga-lume deseja a ser a estrela. A estrela então olhou para a lua com inveja. E depois, a lua olhou para o sol. Em fim, o sol pergunta "Por que eu não nasci um simples vaga-lume?" Cada estrofe fala sobre um objeto que tem inveja do outro. Assim é a vida de vez em quando. Machado de Assis tem uma maneira sútil de salientar faltas na natureza humana assim. É interessante que o sol, o mais poderoso e talvez influenciativo de todos os objetos no poema, tem inveja do pequeno vaga-lume. Você imaginaria que, por causa que todas as outras figuras no poema tem inveja de algo maior, o sol também teria...ou seria contente por ser a cara mais importante - o ´chefe´, o ´patrão´. Mas não, ele tem inveja da figura menor, menos importante, menos influenciativa. Devemos estar contente com as coisas que temos e a situação no qual nós nos achamos.
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"
(Machado de Assis, Círculo vicioso, Último estrofe)
Adoro todos as obras de Machado de Assis e essa poema segue todas as normas de Machado no fato de que essa poema é uma crítica de uma característica humana. Nesse sentido, a característica que está sendo criticado é o de querer ser outra pessoa. Há um círculo vicioso de sempre ver as coisas dos outros e há uma grande tentação de não ser contente com as coisas que temos. A forma do poema até simboliza um círculo. Por exemplo, o vaga-lume deseja a ser a estrela. A estrela então olhou para a lua com inveja. E depois, a lua olhou para o sol. Em fim, o sol pergunta "Por que eu não nasci um simples vaga-lume?" Cada estrofe fala sobre um objeto que tem inveja do outro. Assim é a vida de vez em quando. Machado de Assis tem uma maneira sútil de salientar faltas na natureza humana assim. É interessante que o sol, o mais poderoso e talvez influenciativo de todos os objetos no poema, tem inveja do pequeno vaga-lume. Você imaginaria que, por causa que todas as outras figuras no poema tem inveja de algo maior, o sol também teria...ou seria contente por ser a cara mais importante - o ´chefe´, o ´patrão´. Mas não, ele tem inveja da figura menor, menos importante, menos influenciativa. Devemos estar contente com as coisas que temos e a situação no qual nós nos achamos.
Thursday, February 10, 2011
11 Fevereiro 2011 - E rir meu riso e derramar meu pranto
"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento"
(Vinicius de Moraes, Soneto de fidelidade, Segundo Estrofe)
De todos os poemas que lemos essa estrofe ficou mais comigo do que qualquer outro. O poema inteiro fala sobre as belezas de um amor verdadeiro, um amor real. Porém, essa estrofe invoca sentimentos mais profundos do que um amor qualquer ou ainda uma paixão. Essa declaração de Vinícius de Moraes mostra o poder real do amor, o que ele pode fazer para uma pessoa. Essa citação é uma manifestação musical da frase carpe diem do latim, significando que temos que viver nossas vidas de modo destimido, como se fosse a última dia de nossa vida. A expressão do poema que expressa esse conceito mais do que qualquer outro é a fala ^rir meu riso e derramar meu pranto^. Tanta emoção nessa frase. Tanta autenicidade do autor. Amor verdadeiro é esse, é viver como se durasse por apenas alguns momentos e viver todo momento como se fosse o último.
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento"
(Vinicius de Moraes, Soneto de fidelidade, Segundo Estrofe)
De todos os poemas que lemos essa estrofe ficou mais comigo do que qualquer outro. O poema inteiro fala sobre as belezas de um amor verdadeiro, um amor real. Porém, essa estrofe invoca sentimentos mais profundos do que um amor qualquer ou ainda uma paixão. Essa declaração de Vinícius de Moraes mostra o poder real do amor, o que ele pode fazer para uma pessoa. Essa citação é uma manifestação musical da frase carpe diem do latim, significando que temos que viver nossas vidas de modo destimido, como se fosse a última dia de nossa vida. A expressão do poema que expressa esse conceito mais do que qualquer outro é a fala ^rir meu riso e derramar meu pranto^. Tanta emoção nessa frase. Tanta autenicidade do autor. Amor verdadeiro é esse, é viver como se durasse por apenas alguns momentos e viver todo momento como se fosse o último.
Sunday, February 6, 2011
Reação do filme - Wasteland
Vou te contar que quando eu ouvi sobre o filme, e o assunto do filme vamos dizer - lixo, eu fiquei um pouco nervoso se eu o gostaria. Assisti um outro filme internacional para uma outra aula que tenho e eu não gostei de jeito nenhum. Mas, fiquei muito contente com a saída do Wasteland. É claro que foi norgento as vezes, mas a história é lindo. Fiquei até muito emocional em ouvir as histórias de Suelem, Isis, Zumbi, etc. O momento em que mais fiquei tocado foi logo depois do leilão em Londres quando o Zumbi chora com o Vik. Ele falou que ninguém acreditava, todo mundo duvidava, mas ele lutava e conseguiu. Isso foi a história que foi passado para mim. A gente mais pobre consegue conseguir coisas na vida. Não importa de onde nós viemos, podemos fazer coisas maravilhosas. Podemos tocar pessoas. O filme foi muito especial para mim porque estava no Rio de Janeiro, onde eu servi minha missão. A beleza do povo carioca foi mostrado aqui no filme de modo bem auténtico. Eu amo aquele povo. Ri bastante do sotaque, da maneira de falar, do jeitinho deles. Me fez parecer que eu estava lá com eles. O povo carioca sempre vai ficar no meu coração. Realmente, a vida é dificil por muitos lá. Tem que lutar por tudo que tem. Mas o Wasteland me ensinou para nunca duvidar as grandes coisas que podemos realizar se apenas crermos.
Tuesday, February 1, 2011
2 Fevereiro 2011
"Não há nada a fazer a não ser descobrir esse estrangeiro que há na gente."
(Ivan lessa, Somos todos estrangeiros, p.2-3)
Achei essa crônica e essa citação bastante interessante. A crôncia trata do conceito de que todos nós somos estrangeiros. Ou seja, cada ser humano é diferente. Não importa se formamos parte de um grupo, fazemos parte da mesma religião, comunidade, ou se temos o mesmo time de coração. Cada um de nós temos alguma coisa que nos destaca dos outros. Cada um de nós é diferente. Ainda que talvez temos características semelhantes para com os outros, há algo que faz-nos diferente. Essa exortação de descobrir aquilo que seja diferente nas pessoas é o que vale como explica o autor. Entendimento verdadeiro vem somente depois que podemos pôr de lado os pre-conceitos que anexamos com os outros. Não vamos poder nos unir e harmonizar com os de nossas comunidades, de nossa religião, de nosso país, e assim a humanidade se não formos capazes de celebrar aquilo que seja diferentes nas pessoas. O certo é que, ninguém é melhor do que ninguém. Somos estrangeiros. E até que descobrirmos o estrangeiro que há na gente, aquilo que temos a falar não tem valor nenhum.
(Ivan lessa, Somos todos estrangeiros, p.2-3)
Achei essa crônica e essa citação bastante interessante. A crôncia trata do conceito de que todos nós somos estrangeiros. Ou seja, cada ser humano é diferente. Não importa se formamos parte de um grupo, fazemos parte da mesma religião, comunidade, ou se temos o mesmo time de coração. Cada um de nós temos alguma coisa que nos destaca dos outros. Cada um de nós é diferente. Ainda que talvez temos características semelhantes para com os outros, há algo que faz-nos diferente. Essa exortação de descobrir aquilo que seja diferente nas pessoas é o que vale como explica o autor. Entendimento verdadeiro vem somente depois que podemos pôr de lado os pre-conceitos que anexamos com os outros. Não vamos poder nos unir e harmonizar com os de nossas comunidades, de nossa religião, de nosso país, e assim a humanidade se não formos capazes de celebrar aquilo que seja diferentes nas pessoas. O certo é que, ninguém é melhor do que ninguém. Somos estrangeiros. E até que descobrirmos o estrangeiro que há na gente, aquilo que temos a falar não tem valor nenhum.
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