Thursday, March 31, 2011
31 Março 2011 - Os meus retratos
Essa citação vem do filme "Edifício Master". É quando Esther está contando sua história e respondeu a pergunta que o entrevistador fez sobre algo predileto do apartamento. Ela comenta que a coisa que mais gosta são os seus retratos. Interessante essa resposta para mim. Ela comenta que a razão para isso é que a gente tem que se amar. Temos que ter uma dignidade e auto-confiança para com nós mesmos. Depois na conversa, ela comenta que a solidão machuca muito. Eu acho que isso foi o tema mais marcante para mim nesse filme. Parece que cada um desses pessoas experiençavam uma certa forma de solidão. Alguns mais do que os outros, mas era fácil de reparar que muitos sentíam sós. A resposta do Esther, para mim, nos ensina uma lição muito importante. Não somos nada se não tivermos fé, respeito, dignidade, e confiança em nós mesmos. Vemos o oposto nisso ao ouvir a história de Daniella que tem o medo de situações sociais. Se não tivermos confiança em nós mesmos, vamos sentir sem dúvida aquele solidão que machuca tanto.
Sunday, March 20, 2011
Reação de Mutum e Sandra Kogut
Gostei bastante a oportunidade que tivemos de ouvir de Sandra Kogut mesmo depois de assistir seu filme "Mutum". Pude aprender um pouco mais sobre a história do filme e o "background". A intrevista com ela fez com que podíamos saber um pouco sobre porque ela fez o filme da maneira que ela fez. Primeiro, reparei que no filme, tinha muito silêncio. Tinha muitos tempos no filme que foram feitos para fazer com que a audiência entrasse um pouco mais na mente dos atores, como Tiago por exemplo. Ela respondeu essa pergunta, mais ou menos, quando ela tratou o assunto de música no filme. Ela decidiu não incluir música no filme para estabelecer aquele tom de reflexão. Deu para estabelecer mais autenticamente o contexto do filme e o desenvolvimento da história. Ajudou-nos a entender o Tiago, tanto seu personalidade quanto seus pensamentos. Foi uma história triste, mas ao mesmo tempo, muito ispiridora. Ao limitar o diálogo e ao não incluir música, o tom que cercava a família foi muito mais surreal. Isso fez com que a audiência participasse mais na história e desenvolvesse uma intimidade para com o protagonista, Tiago. Para mim, esse explicação de Sandra Kogut foi o que mais marcou a história para mim, e o que mais me ajudou fazer uma reflexão do filme.
Thursday, March 17, 2011
17 Março 2011 - Preciso Ir até o fim
Não....Mesmo que ela me abandone, eu preciso ir até o fim. Ainda que não seja por ela...que seja só ficar em paz consigo mesmo.
(Zé-do-Burro, Dias Gomes, Pagador de Promessas, 165).
Essa frase ficou comigo talvez mais do que qualquer outro frase da peça. Muitos vezes no ocorrimento da história vemos a determinação e a fidelidade do Zé aos seus princípios. Vemos a lealdade que tem para com o seu burro. Vemos a perserverança de seu caráter, mas isso talvez seja o amostra de comprometimento mais intenso para mim. A razão por isso talvez seja porque a fidelidade não é somente para com seu burro, mas é para si mesmo. Se a promessa para Santa Bárbara não era válida por qualquer razão, isso não iria impedir o Zé de cumprir aquilo que prometeu. Aqui é uma grande lição para cada um nós. Penso sobre o código de honra do BYU. Muitas vezes, ouvimos críticas dos padrões do BYU, se são bobas ou não - especialmente com a suspensão de Brandon Davies. Porém, o que é mais importante não é a regra em si, mas o fato de ser fiel a um compromisso que seja feita. Zé é uma pessoa como Karl Maeser. Ele não iria `forfeit´ seu integridade.
(Zé-do-Burro, Dias Gomes, Pagador de Promessas, 165).
Essa frase ficou comigo talvez mais do que qualquer outro frase da peça. Muitos vezes no ocorrimento da história vemos a determinação e a fidelidade do Zé aos seus princípios. Vemos a lealdade que tem para com o seu burro. Vemos a perserverança de seu caráter, mas isso talvez seja o amostra de comprometimento mais intenso para mim. A razão por isso talvez seja porque a fidelidade não é somente para com seu burro, mas é para si mesmo. Se a promessa para Santa Bárbara não era válida por qualquer razão, isso não iria impedir o Zé de cumprir aquilo que prometeu. Aqui é uma grande lição para cada um nós. Penso sobre o código de honra do BYU. Muitas vezes, ouvimos críticas dos padrões do BYU, se são bobas ou não - especialmente com a suspensão de Brandon Davies. Porém, o que é mais importante não é a regra em si, mas o fato de ser fiel a um compromisso que seja feita. Zé é uma pessoa como Karl Maeser. Ele não iria `forfeit´ seu integridade.
Wednesday, March 9, 2011
9 Março 2011 - É um burro com alma de gente
"Até me puseram um apelido por causa disso: Zé-do-Burro. Eu não me importo. Não acho que seja ofensa. Nicolau não é um burro como os outros. É um burro com alma de gente."
(Dias Gomes, Pagador de Promessas, 63).
Essa citação tem aluguns significados para mim. Primeiramente, essa citação mostra a inocência do Zé-do-Burro. Ele é uma pessoa simples e humilde. Ele tem intenções e desejos puros. Ele não está agindo com qualquer maldade ou mal-intenção. A nobreza de seu caráter se destaca aqui, por sua fidelidade em cumprir essa promessa. Compremetido é uma palavra que vem à mente para descrever o Zé. Me faz lembrar as pessoas mais humildes que eu conheci na missão. A vida é difícil, mas o maior parte deles são otimistas e fiéis a Deus. Assim é Zé. Ele amava tanto do seu burro que ele faria qualquer coisa para ele. Qualquer preço valia a pena. Não importava que ele vinha para um terreiro primeiro, assim como isso importava para o padre, porque a religiosidade do Zé era puro. O fé estava no coração dele.
Isso é um pouco diferente do padre. Para o padre, me parece que ele procurava denunciar Zé-do-Burro do qualquer jeito. Para o padre, não importava se o Zé fosse fiel à sua palavra, ele não ia aceitar a oferta do Zé. Não importava quanto o Zé tinha andado, nem quão sincero ele era no cumprimento de sua promessa. A religiosidade do padre estava no exterior e não no interior. Nesse sentido, ele me parecia como um fariséu. Ele não queria saber nada do coração do Zé nem reconhecia a fé dele. O padre interessava na lei religiosa externa.
A parte da citação que mais influenciou foi a expressão "É um burro com alma de gente". Se eu fosse na posição do padre eu iria me sentir sem coração com isso. Burro ou não, você tem que reconhecer as intenções boas do Zé e a fidelidade com que ele trouxe a cruz e cumpriu sua promessa.
(Dias Gomes, Pagador de Promessas, 63).
Essa citação tem aluguns significados para mim. Primeiramente, essa citação mostra a inocência do Zé-do-Burro. Ele é uma pessoa simples e humilde. Ele tem intenções e desejos puros. Ele não está agindo com qualquer maldade ou mal-intenção. A nobreza de seu caráter se destaca aqui, por sua fidelidade em cumprir essa promessa. Compremetido é uma palavra que vem à mente para descrever o Zé. Me faz lembrar as pessoas mais humildes que eu conheci na missão. A vida é difícil, mas o maior parte deles são otimistas e fiéis a Deus. Assim é Zé. Ele amava tanto do seu burro que ele faria qualquer coisa para ele. Qualquer preço valia a pena. Não importava que ele vinha para um terreiro primeiro, assim como isso importava para o padre, porque a religiosidade do Zé era puro. O fé estava no coração dele.
Isso é um pouco diferente do padre. Para o padre, me parece que ele procurava denunciar Zé-do-Burro do qualquer jeito. Para o padre, não importava se o Zé fosse fiel à sua palavra, ele não ia aceitar a oferta do Zé. Não importava quanto o Zé tinha andado, nem quão sincero ele era no cumprimento de sua promessa. A religiosidade do padre estava no exterior e não no interior. Nesse sentido, ele me parecia como um fariséu. Ele não queria saber nada do coração do Zé nem reconhecia a fé dele. O padre interessava na lei religiosa externa.
A parte da citação que mais influenciou foi a expressão "É um burro com alma de gente". Se eu fosse na posição do padre eu iria me sentir sem coração com isso. Burro ou não, você tem que reconhecer as intenções boas do Zé e a fidelidade com que ele trouxe a cruz e cumpriu sua promessa.
Thursday, March 3, 2011
3 Março 2011 - A resposta certeira
De português...
a resposta certeira e lépida a dardejar nos lábios,
o prazer saberoso e enternecido da má-língua.
(Rui Knopfli, Auto-Retrato, penúltimo verso).
Nesse poema, poeta africano Rui Knopfli explica um pouco sobre o seu caráter e donde herdeu as características dele. Eu pude reparar algumas caractéristicas semelhantes aos dos brasileiros por ele ter sido um produto também do colonialismo português. A citação que mais ficou comigo nesse sentido foi "a resposta certeira e lépida". Essa frase, junto com o frase que segue, serve como uma crítica da administração portuguesa. Porém, eu entendi o seguinte com essa frase. Os brasileiros tem uma mania de pensar que sempre estão certos, ou que sempre sabem de tudo. Quando você for perguntar direções para chegar num lugar desejado, você tem que perguntar uns 7 pessoas. Cada um deles oferecem uma resposta difrente e todos vai chegar à conclusão que a maneira deles é a única certa. Quando você for gripado ou doente, cada pessoa tem um remédio ou erva diferente para usar. É a mesma coisa. É muito engraçado ver isso como um americano que sabe como dizer não quando não sabe de alguma coisa. Parece que essa mania de sempre ter uma resposta também se relaciona com a mania de não poder dizer não. Assim que entendi essa frase. Dos portugueses, os povos brasileiros e luso-africanos herderam essa mania de sempre ter a resposta certa.
a resposta certeira e lépida a dardejar nos lábios,
o prazer saberoso e enternecido da má-língua.
(Rui Knopfli, Auto-Retrato, penúltimo verso).
Nesse poema, poeta africano Rui Knopfli explica um pouco sobre o seu caráter e donde herdeu as características dele. Eu pude reparar algumas caractéristicas semelhantes aos dos brasileiros por ele ter sido um produto também do colonialismo português. A citação que mais ficou comigo nesse sentido foi "a resposta certeira e lépida". Essa frase, junto com o frase que segue, serve como uma crítica da administração portuguesa. Porém, eu entendi o seguinte com essa frase. Os brasileiros tem uma mania de pensar que sempre estão certos, ou que sempre sabem de tudo. Quando você for perguntar direções para chegar num lugar desejado, você tem que perguntar uns 7 pessoas. Cada um deles oferecem uma resposta difrente e todos vai chegar à conclusão que a maneira deles é a única certa. Quando você for gripado ou doente, cada pessoa tem um remédio ou erva diferente para usar. É a mesma coisa. É muito engraçado ver isso como um americano que sabe como dizer não quando não sabe de alguma coisa. Parece que essa mania de sempre ter uma resposta também se relaciona com a mania de não poder dizer não. Assim que entendi essa frase. Dos portugueses, os povos brasileiros e luso-africanos herderam essa mania de sempre ter a resposta certa.
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