Thursday, February 24, 2011

24 de Fevereiro 2011 - Erro do português

Que pena!
Fosse um manhã de sol
O indio tinha despido
O português

(Oswald de Andrade, Erro do português, versos 4-7)

Para falar a verdade, eu não consegui a escolher qual poema fazer essa semana. A decisão era entre esse poema e ^O Brasil^. Eu gostei bastante dos poemas de Oswald de Andrade porque além de ser original os poemas dele são engraçados. Nesse poema podemos ver o grande crítico que tem existido na américa latina desde os europeus chegaram. Brasil, assim como quase todos os países de américa latina, experienciou um grande dicotomia de dois mundos. Brasil tinha que achar uma identidade entre dois mundos distintos - o legado de Europa colonial e o majestade da cultura indígena. Os portugueses dominavam tudo a respeito da desenvolvimento do Brasil. Eles agiram de modo bem imperialista e assim degeneravm os índios por não ser civilizados. Basicamente, os índios não tinham uma escolha. Perderam a sua terra, uma grande parte da população, e muitos de seus costumes para os portugueses. A proatividade e a força violento dos costumes europeus fizeram com que os índios sofreram bastante. Por isso, achei tanto humor no poema. Oswald de Andrade age como tudo isso, a dominação dos portugueses, fosse tudo uma coincidência. Ele escreve de uma maneira que lemos que a inferioridade dos índios foi pûs sobre eles só por acaso. Sabemos que não foi assim. Oswald de Andrade faz o humor através da temperatura dizendo que os portugueses chegaram na chuva, então tinham que vestí-los - o vestimento dos índios simbolizando a dominação imperial. Se, por acaso, os portugueses tinham chegado num de sol (que nós sabemos é muito comum no Brasil), então o índio iria despir os portugueses. Gostei bastante o humor nisso.

3 comments:

  1. Foi engraçado mesmo e eu também gostei do humor dele. Gostei como ele escreveu em palavras bem simples e que não foi tão difícil entender o que ele estava falando. Gosto muito como Brasil é bem mais independente agora. Com certeza foi por causo dos índios.

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  2. Eu também gostei do poema e também da sua interpretação. Ainda assim, acho que há um comentário sobre o estado humano aqui. É possível que ele também esteja a falar que as nossa circumstâncias sorteadas são a razão pela nossa qualidade da vida. Tudo tem a ver com sorte. Mesmo sorte como se chover ou não.

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  3. Bom Comentário Paul. Ouvi este poema na minha missão e achei engraçado também. Algo interessante é que muitas vezes é essa idéia mesmo que as pessoas tem. Se perder um jogo de futebol a culpa não é deles mas do campo, a bola, do técnico. Neste caso, o dia de chuva é culpado.

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